O que é o Tangima?

O Tangima nasceu de um questionamento: “Quantas possibilidade teríamos se cada pixel de uma tela fossem capazes de se movimentar no espaço físico?”. Imagem, sons e vídeos sairiam da tela e invadiriam o espaço tangível no qual vivemos. Ao invés de telas planas, teríamos telas volumétricas, exibindo todo o conteúdo audiovisual em relevo.

A proposta do projeto Tangima é desenvolver uma interface física para tangibilizar imagens (daí o nome Tangima). Ou seja, trazê-las, em tempo real, para o mundo físico. Em outras palavras, queremos que as imagens consigam sair da tela do computador, em tempo real. Tecnicamente, chamamos este tipo de interface de display volumétrico (também conhecido como Physical Display, Volumetric Display, Tangible Display ou Shape Display).

pinart2

Inspirado no brinquedo “Pinart”, o Tangima transforma cada pixel em um pino, que se movimenta a partir da atuação de um motor. Isso permite ao display exibir imagens com volume (relevo), e em tempo real, pois cada pixel passa a ter uma posição tridimensional no espaço.

Nós queremos ter mais intimidade com a multimídia. Queremos poder sentí-la. Queremos poder tocá-la. Queremos poder interagir fisicamente com ela.

Porém, não somos os únicos. Já existem diversas pessoas, empresas, universidades, artistas e pesquisadores no mundo todo desenvolvendo interfaces similares, como pode-se ver neste link.

O que faz do Tangima algo novo é o seu caráter de código aberto, baixo custo e faça-você-mesmo (“Opensource”, “Low Budget” e “Do it Yourself”). Desenvolvemos e distribuimos o Tangima, tanto seu hardware quanto o seu software, para que todos possam usá-lo, reinventá-lo e aprimorá-lo, em um processo colaborativo e co-criativo.

Portanto, todo o processo de costrução do Tangima é documentado neste blog, tanto os erros quanto os acertos. Aqui também estão instruções de construção dos pinos, download do software em código aberto, download das peças para a impressão em 3d ou o corte a laser.

Acreditamos que desta forma estaremos contribuindo positivamente com a evolução desta interface, diminuindo a lacuna sensorial e dimensional existente na relação homem-máquina.

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