Primeiras Questões Técnicas

Como ja dito anteriormente, o Tangima foi inspirado no brinquedo PinArt. A idéia chave é criar uma matriz de pinos, que possuam, individualmente, seu movimento linear controlado dinamicamente. Em outras palavras, por trás de cada pino, teremos um motor controlando a sua altura.

Existem diversas formas de controlar estes motores. Neste projeto optamos por utilizar a placa Arduíno, por conta da sua simplicidade, da grande documentação disponível e do fácil acesso.

Usar o arduino para fazer um motor controlar a posição linear de um pino é algo relativamente simples e já existem diversos mecanismos que fazem isso. Porém, o desafio do Tangima, por ser um projeto de graduação e com investimentos próprios, é desenvolver um produto 100% funcional com um custo baixíssimo. Como teremos um motor para cada pino, teoricamente quanto mais barato o preço do motor, melhor.

Além do custo, devemos nos atentar a outros quesitos:

1 – Tamanho do mecanismo

Quanto menor o mecanismo utilizado para movimentar o pino, menor ele ficará e por consequência, o produto final. O ideal é conseguirmos alcançar o menor tamanho possível, para que cada pino realmente se assemelhe a um pixel.

2 – Barulho

Se o motor for muito barulhento e tivermos, por exemplo, uma resolução 10 x 10, ou seja, 100 pinos, o resultado será um ruído bem incômodo.

3 – Torque

Torque é a força que o motor consegue exercer sem travar. Quanto maior a força do motor, mais pesado poderá o pino. Se quisermos fazer cada pino de aço inox, precisaríamos de um motor extremamente potente, pois é um material muito pesado. O oposto acontece se quisermos fazer o pino de papelão.

4 – Disponibilidade das peças

Alguns mecanismos são mais simples de serem montados por conta da disponibilidade das peças no mercado, especialmente no Brasil. Como estamos falando de um projeto de graduação, que possui seus prazos, não adianta comprar peças que só se encontram na China e demoram 3 meses para chegar no Brasil. Além disso, a disponibilidade vai afetar o frete, que afeta diretamente o custo do projeto. E mais, peças com disponibilidade baixa vão prejudicar o caráter “faça você mesmo” (do it yourself) do Tangima.

5 – Velocidade do motor

Se o motor não for rápido o suficiente o Tangima não conseguirá representar imagens em tempo real. O ideal seria um motor que consiga subir e descer o pino para as posições máximas e mínimas em, no mínimo, 24 vezes por segundo. Mas já sabemos, de antemão, que essa velocidade é impraticável com os recursos que temos disponíveis.

6 – Precisão

Para conseguirmos reproduzir em volume uma imagem que obedeça fielmente ao que o software ordena, precisamos de mecanismos e motores precisos, para posicionarem o pino corretamente.

7 – Durabilidade

Alguns motores perdem força e precisão ao longo do tempo e precisam ser trocados.

8 – Quantos motores por Arduíno

Algo muito importante a se considerar é quantos motores cada placa arduino consegue controlar. Por exemplo, uma placa Arduíno Uno R3 (a mais tradicional e básica do mercado) consegue controlar facilmente 13 motores servos, enquanto para controlar 4 motores DC precisaria de um Motor Shield (uma placa extra), aumentando tanto o custo, quanto a complexidade do projeto.

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